Fernando Alonso, piloto da Aston Martin, expressou sua preocupação com a dependência excessiva das baterias na Fórmula 1, afirmando que “não pode continuar assim”. O comentário surgiu após sua participação no Grande Prêmio da Espanha, realizado em Madring, onde ele se decepcionou com o desempenho da atual geração de carros.
Apesar de elogiar o traçado de 5,4 km do circuito, que possui curvas desafiadoras, como a famosa curva La Monumental, o bicampeão mundial acredita que o verdadeiro potencial da pista está sendo desperdiçado. “É triste chegar a um circuito tão bonito e ver que não conseguimos extrair o máximo devido à dependência da bateria”, disse Alonso.
Ele destacou que a velocidade não deveria depender apenas da carga da bateria, mas sim da habilidade do piloto em aproveitar as curvas. “Se eu tiver mais qualidades, vou mais rápido do que ele. Agora depende apenas de quanta carga de bateria eu tenho”, lamentou.
A Fórmula 1 está implementando mudanças para reduzir essa dependência, buscando um equilíbrio entre potência de combustão e energia elétrica, com uma transição gradual que deve culminar em 2027. No entanto, Alonso acredita que a categoria deve antecipar o retorno aos motores V8, planejado para 2031.
Além disso, o piloto espanhol tem discutido com o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, sobre como ajudar a Honda a recuperar o desempenho de seus motores, que têm enfrentado dificuldades. “Não podemos esperar até 2031 para ter um esporte de verdade”, afirmou Alonso, enfatizando sua disposição em contribuir com sua experiência para melhorar a situação atual.
Essas declarações ocorrem em um momento em que Alonso reflete sobre seu futuro na Fórmula 1, embora a expectativa seja de que ele permaneça na Aston Martin até 2027.
Fonte: Motor Sport UOL.



