Fernando Alonso, piloto da Aston Martin Racing e bicampeão da Fórmula 1, expressou suas dúvidas sobre a viabilidade dos motores V8 e V10 no contexto atual da categoria. Em coletiva de imprensa realizada durante o GP de Singapura, o espanhol refletiu sobre as mudanças significativas que a Fórmula 1 atravessou ao longo dos anos.
Embora muitos fãs anseiem pelo retorno do som característico dos motores mais antigos, Alonso acredita que esse tipo de tecnologia pode não se encaixar mais nas demandas do mundo contemporâneo. “Acho que o mundo mudou. Evidentemente, eram carros divertidos de pilotar, muito leves, muito barulhentos, mas talvez esse tipo de tecnologia não se encaixe no mundo atual”, afirmou.
Alonso, que viveu todas as etapas modernas da Fórmula 1, desde os potentes V10 até os atuais V6 híbridos, lembrou de como a categoria costumava trocar motores frequentemente. “Quando comecei, trocávamos de motor. Tínhamos um para o sábado e outro para o domingo. Seria possível fazer isso hoje? Provavelmente não”, comentou.
Vale ressaltar que as declarações de Alonso surgem em um momento em que a FIA planeja a possível volta dos motores V8 entre 2030 e 2031. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, já manifestou interesse em substituir os atuais V6 por uma configuração de oito cilindros, turboalimentada, que utilizaria combustíveis sustentáveis e teria uma menor contribuição elétrica.
Atualmente, os motores de 2026 combinam um V6 turbo com uma contribuição elétrica significativa, colocando a gestão energética como um aspecto central da pilotagem. Nesse contexto, Alonso defende que o foco deve ser encontrar um equilíbrio entre a parte de combustão e a elétrica, sem abandonar completamente a eletrificação. “Precisamos encontrar a proporção certa entre a parte de combustão e a elétrica”, explicou.
Com essa visão, Alonso demonstra que, apesar de valorizar a era dos motores que o consagraram como campeão, ele não confunde nostalgia com soluções para os desafios que a Fórmula 1 enfrenta atualmente.
Fonte: Motor Sport UOL.



