No próximo GP de São Paulo de Fórmula 1, em 2026, os pilotos que alcançarem o pódio receberão um troféu de design inovador e sofisticado. Produzido com tecnologia de ponta, o troféu é feito de titânio puro e utiliza a técnica de Fusão Seletiva a Laser, trazendo referências ao som dos motores da categoria, além de elementos culturais e geográficos do Brasil.
A peça, que se assemelha a um coletor de escapamento de um motor V10, destaca-se pelos cinco tubos que se unem em um contorno que remete ao famoso autódromo de Interlagos. O troféu também representa a icônica curva “S do Senna”, e seu design evoca movimentos que lembram a bandeirada final de uma corrida.
De acordo com o designer Fábio Castellotti, o troféu foi pensado para permitir diversas interpretações. “Olhar de diferentes ângulos revela novas narrativas. Desde a homenagem à curva do Senna até a representação da topografia e uma bandeira de vitória”, explica. A peça também faz alusão à música brasileira, com as curvas dos tubos lembrando notas musicais.
A confecção do troféu foi realizada em parceria com o estúdio de design Secret Weapon e a BTOMEC, uma fábrica reconhecida por sua tecnologia avançada. O processo de criação e finalização levou cerca de dez meses e envolveu mais de 20 mil camadas de titânio, que foram fundidas em um forno a mais de 2.000°C.
O troféu, que pesa 5,7 kg e mede 55 cm de altura, é uma verdadeira obra de arte, combinando o trabalho artesanal com inovações tecnológicas. O investimento em equipamentos para sua produção foi significativo, somando cerca de R$ 60 milhões, com a máquina de SLM custando sozinha cerca de R$ 15 milhões.
Com um design que permite múltiplas interpretações e homenagens, o troféu do GP de São Paulo de F1 de 2026 promete ser um símbolo da riqueza cultural e esportiva do Brasil.
Fonte: Motor Sport UOL.



