A Mercedes irá introduzir uma nova asa dianteira no Grande Prêmio dos Estados Unidos, após testes realizados em Singapura. A equipe alemã espera que a atualização ajude a corrigir o desequilíbrio do modelo W17, que foi acentuado pelas mudanças aerodinâmicas implementadas no circuito de Sepang.
As alterações feitas em Sepang aumentaram a carga aerodinâmica do carro, mas também mudaram inesperadamente a janela operacional, resultando em instabilidade na traseira do monoposto. Para resolver esse problema, a equipe desenvolveu uma nova asa dianteira, que possui um conceito aerodinâmico reformulado e será crucial para o planejamento do carro de 2027.
A nova peça já havia sido testada brevemente durante o primeiro treino livre em Singapura. Contudo, a Mercedes decidiu não utilizá-la em todo o fim de semana devido a limitações de peças e à necessidade de manter os custos sob controle, optando por analisar os dados coletados com mais calma.
Diferente da versão anterior, a nova asa apresenta uma redistribuição de carga nos flaps e um aumento na corda do plano principal, onde estão fixados os pilares do bico. Essa modificação permite a inclusão de dois flaps móveis pela primeira vez na temporada.
A mudança na filosofia de design busca recuperar a previsibilidade que a equipe perdeu nas últimas corridas, especialmente para o piloto Andrea Kimi Antonelli. Os técnicos da Mercedes acreditavam que as atualizações em Sepang proporcionariam um ganho de três décimos por volta, mas esse avanço foi apenas parcialmente percebido na pista.
Com a aproximação do fim do campeonato, a prioridade da Mercedes é entender as inconsistências de desempenho. Embora as regras para 2027 prevejam diminuições na pressão aerodinâmica, consolidar uma direção técnica clara com o W17 é fundamental para o desenvolvimento do carro no novo ciclo regulatório.
Fonte: Motor Sport UOL.



