O ex-piloto de Fórmula 1 e comentarista Martin Brundle avaliou que a Aston Martin terá um processo complexo para alinhar o conceito de Adrian Newey ao desenvolvimento do AMR26. O projetista britânico, considerado um dos mais talentosos da categoria, assumiu a direção técnica da equipe em 2023 e passou a ocupar também o cargo de chefe de equipe, substituindo Andy Cowell.
O AMR26 foi apresentado nos testes de pré-temporada realizados em Barcelona na semana passada, já equipado com a unidade de potência da nova parceira Honda. Apesar do investimento pesado na fábrica e da chegada de Newey, Brundle vê pontos de interrogação sobre o carro e a integração da equipe ao novo método de trabalho.
“Espero que sim, para o bem de todos, especialmente de Fernando (Alonso)”, disse o comentarista ao ser questionado sobre as chances de pódio e vitória. Segundo ele, os carros concebidos por Newey costumam exibir “fluxo aerodinâmico uniforme” e menos apêndices externos do que os rivais.
Brundle destacou ainda a necessidade de Newey explorar ao máximo o túnel de vento recém-construído pela Aston Martin e de contar com engenheiros capazes de transformar suas ideias em pista. “É um grande desafio logo de cara”, afirmou, lembrando que a Honda retorna oficialmente como fornecedora de motores, o que adiciona outra camada de adaptação.
Mesmo reconhecendo as dificuldades, o britânico reiterou a habilidade de Newey em interpretar o regulamento e extrair desempenho: “Você sabe que Adrian tem uma visão sobre como maximizar essas regras; vamos torcer para que ele tenha acertado”.
O AMR26 só entrou na pista no quarto dia de testes, após atrasos que limitaram a quilometragem a pouco mais de 50 voltas. Brundle minimizou o impacto do cronograma apertado, lembrando que Newey costuma assinar seus projetos no limite do prazo para ganhar tempo extra de desenvolvimento.
Com informações de F1Mania



