A Red Bull Racing encara sua primeira temporada na Fórmula 1 equipada com um propulsor próprio, o Red Bull Powertrains-Ford, estreado nos testes coletivos de Barcelona na semana passada. Embora a equipe de Milton Keynes tenha completado os três dias de atividade sem incidentes visíveis, dois pontos já foram apontados como determinantes para igualar o rendimento do motor Mercedes.
Em entrevista à Sky F1, a ex-engenheira de estratégia e atual comentarista Bernie Collins ressaltou que a principal preocupação inicial é a confiabilidade. “O motor rodou durante todos os treinos, mas a Mercedes, que abastece quatro escuderias, vai gerar rapidamente um grande volume de dados sobre durabilidade, algo que a Red Bull terá de monitorar de perto”, observou.
Collins também destacou o gerenciamento de energia como outro desafio. Segundo ela, a Mercedes consolidou vantagem nesse aspecto desde o início da era híbrida, graças à capacidade de extrair o máximo da parte elétrica do conjunto. “Esse continua sendo um dos pontos fortes deles e deve permanecer decisivo”, acrescentou.
A comentarista acredita, contudo, que a Red Bull dispõe dos recursos necessários para avançar nesses quesitos, sobretudo pelo papel de Max Verstappen. A experiência do holandês em simulações e seu feedback técnico são vistos como ferramentas essenciais para orientar o desenvolvimento do motor na pista.
Para reduzir a diferença em relação à Mercedes na nova fase da categoria, a Red Bull precisará evoluir simultaneamente na robustez mecânica e na eficiência energética do seu power unit.
Com informações de F1Mania.net



