Manama (Bahrein) – 13 de fevereiro de 2026, 16h00. O diretor da McLaren, Andrea Stella, advertiu que as mudanças nos procedimentos de largada para a temporada 2026 podem colocar a segurança dos pilotos em risco. O alerta foi feito durante a primeira semana de testes coletivos no circuito de Sakhir.
Turbo precisa girar por dez segundos
Com a retirada do MGU-H das unidades de potência a partir de 2026, os pilotos agora precisam acelerar o turbo por cerca de dez segundos antes de as luzes se apagarem. O objetivo é reduzir o atraso de resposta do motor sem sobrecarregar a bateria, operação que Stella considera “delicada”.
Primeiros problemas já apareceram
No último dia de testes, diversas equipes realizaram simulações de largada no fim da sessão. Oscar Piastri (McLaren) e Alex Albon (Williams) tiveram dificuldade para colocar o carro em movimento, evidenciando a possibilidade de veículos permanecerem parados ou saírem muito lentamente no início das corridas.
“O grid não é lugar para carros imóveis”, frisou Stella. “Precisamos garantir que todos estejam prontos para arrancar; isso está acima de qualquer interesse competitivo.”
Três pontos sob vigilância
O italiano listou três aspectos que merecem atenção:
- Largada: assegurar que o novo procedimento possibilite aceleração imediata;
- Tempo de reação: calibrar o intervalo entre a formação do grid e o apagão das luzes;
- Sistema de ignição: revisar detalhes mecânicos e eletrônicos para evitar falhas.
Perigo também nas disputas roda a roda
Além das saídas, Stella teme incidentes durante ultrapassagens. Segundo ele, quem estiver à frente pode reduzir a velocidade para coletar energia, enquanto o carro logo atrás permanece acelerado, situação que já provocou acidentes graves no passado. “Não queremos repetir cenas de carros que decolam e giram 360 graus”, ressaltou.
O dirigente concluiu pedindo cooperação total de equipes e FIA para revisar largadas, ultrapassagens e procedimentos de lançamento antes da abertura do campeonato.
Com informações de Autoracing



