Charles Leclerc declarou que a nova geração de carros da Fórmula 1, prevista para estrear em 2026, está dificultando consideravelmente as ultrapassagens. O comentário foi feito após a bateria de testes coletivos realizada em Sakhir, no Bahrein, no sábado, 14 de fevereiro de 2026, às 10h10.
De acordo com o piloto da Ferrari, as profundas alterações técnicas — que abrangem aerodinâmica e unidades de potência híbridas — mudaram a forma de atacar adversários na pista. A partir de 2026, a potência elétrica passa a igualar a gerada pelo motor a combustão, exigindo gerenciamento minucioso da energia disponível.
“No momento, é extremamente complicado realizar qualquer ultrapassagem”, relatou Leclerc aos jornalistas. Ele explicou que o “custo” de uma manobra aumentou em relação a temporadas anteriores, já que o uso indevido de energia pode comprometer voltas subsequentes. “É muito difícil ultrapassar e depois abrir distância como fazíamos no ano passado”, completou.
Opiniões divididas no paddock
Durante os testes, as reações dos pilotos variaram. Alguns destacaram a possibilidade de explorar novos comportamentos do carro em curvas, enquanto outros demonstraram preocupação com o ineditismo das exigências. Max Verstappen, por exemplo, já questionou publicamente o modelo de pilotagem imposto pelo regulamento.
Leclerc admite que a experiência ao volante mudou, mas afirmou encontrar motivação no desafio técnico. “Não é a pilotagem mais divertida que já tive, mas há prazer em desenvolver um sistema totalmente novo”, disse o monegasco, acrescentando que a criatividade pode ser decisiva para extrair desempenho.
No entanto, ele frisou que a sensação pura de pilotar não é mais a mesma: “O prazer real de guiar o carro agora é diferente”.
Com informações de Autoracing



