Oscar Piastri demonstrou preocupação com as mudanças técnicas que estreiam na temporada 2025 da Fórmula 1. Após a primeira semana de testes de pré-temporada no Bahrein, o piloto da McLaren afirmou que a combinação de largadas mais complexas e queda de pressão aerodinâmica pode colocar o campeonato “no caminho do desastre” se ajustes não forem feitos antes da abertura do calendário, marcada para 8 de março em Melbourne.
Impacto na pilotagem
Piastri relatou que, nas curvas de baixa velocidade, os novos carros se comportam de forma semelhante aos modelos de 2024. A diferença aparece nos trechos rápidos, onde a redução da downforce provocou perda significativa de desempenho. “Os carros são certamente diferentes”, resumiu o australiano.
Problemas nas largadas
A principal inquietação do piloto envolve o procedimento de partida. A retirada do MGU-H — peça que ajudava a controlar a rotação do motor — fez o tempo para atingir o giro ideal chegar a aproximadamente dez segundos durante os treinos. “As largadas precisam ser abordadas”, afirmou. O tema já foi levado à FIA pelo chefe da equipe, Andrea Stella.
Ultrapassagens sob nova lógica
Outra mudança sensível é o fim do DRS, substituído por um sistema de impulsão de energia. Para Piastri, a necessidade de armazenar e liberar potência em momentos estratégicos pode dificultar manobras: “Com algumas regras em vigor, não é sempre tão simples”.
Adaptação dos pilotos
Acostumado a conduzir carros com maior apoio aerodinâmico, o australiano prevê um período de aprendizado. Segundo ele, a menor downforce pode obrigar os competidores a aliviar o acelerador em retas para economizar energia. “Quando você pilota de uma certa forma há quinze anos, é difícil mudar esses hábitos”, comentou.
“Receita para o desastre”
Piastri encerrou o balanço reforçando o alerta: “Um grid de 22 carros com alguns pontos a menos de downforce parece uma receita para o desastre para mim”, disse, esperando que a federação aprove medidas corretivas antes do GP da Austrália.
Com informações de F1Mania



