O futuro regulamento técnico da Fórmula 1, que entrará em vigor em 2026, promete alterar profundamente a forma como os carros deixam o grid. De acordo com o analista técnico Sam Collins, da F1TV, a Ferrari pode se sobressair nesse cenário.
Durante os testes de pré-temporada no circuito de Sakhir, no Bahrein, Collins observou um longo teste de largada de Lewis Hamilton. O britânico manteve o SF-24 acelerado por 22 segundos ao lado da equipe de filmagem de Collins, enquanto outros pilotos executavam procedimentos mais curtos em pontos diferentes da reta.
“Ele percebeu que estávamos filmando e parou bem ao nosso lado”, relatou o especialista. O vídeo do episódio, publicado na plataforma X, já ultrapassou 3,8 milhões de visualizações.
Motor híbrido dividido 50/50 aumenta complexidade
O novo regulamento prevê unidades de potência com 50% de energia elétrica e 50% de combustão e elimina o MGU-H. A ausência desse componente tende a ampliar o tempo de preparação para a largada, mas a Ferrari aparenta enfrentar menos dificuldades.
George Russell, da Mercedes, sugeriu que a equipe italiana “possivelmente utiliza marchas mais altas ou um turbo menor”, o que facilitaria a saída do ponto morto. Já Oscar Piastri, da McLaren, advertiu que um erro no novo procedimento pode custar “seis ou sete posições” logo nos primeiros metros. Pierre Gasly, da Alpine, acrescentou que a etapa de abertura na Austrália pode ter uma largada “histórica”.
FIA fará simulações e Comissão da F1 discutirá mudanças
A FIA realizou simulações no Bahrein para avaliar a sequência de luzes e estabelecer tempos mínimos de posicionamento no grid. Os resultados serão apresentados à Comissão da Fórmula 1, que poderá ajustar o procedimento antes da temporada 2026.
A expectativa no paddock é de que a adaptação ao novo sistema seja decisiva nas primeiras voltas das corridas, abrindo margem para quem conseguir otimizar o equilíbrio entre a potência elétrica e o motor de combustão.
Com informações de F1Mania



