A intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já provoca transtornos logísticos para a abertura da temporada 2026 da Fórmula 1 na Austrália e agora coloca em dúvida a etapa do Bahrein, prevista para abril.
Com voos cancelados após o fechamento de espaços aéreos no Oriente Médio, equipes e fornecedores enfrentam atrasos no transporte de equipamentos. A preocupação aumentou porque o Bahrein abriga uma base militar norte-americana que vem sendo alvo de ataques iranianos e fica a cerca de 30 km do Circuito Internacional do Bahrein, palco da prova.
Alertas de viagem reforçam incerteza
Os governos do Reino Unido e da Holanda emitiram recomendações de “não viajar” ao Bahrein. Segundo os avisos oficiais, cidadãos desses países podem perder cobertura de seguro enquanto a restrição estiver em vigor. O comunicado holandês é categórico: “Independentemente da sua situação: não viaje para lá. É perigoso demais. A embaixada holandesa não poderá ajudá-lo se você tiver problemas”.
Equipes retidas no país
Delegações de Mercedes, McLaren e Pirelli permanecem no Bahrein sem previsão de retorno. O grupo, que inclui o piloto de testes Nyck de Vries, participaria de um ensaio de pneus cancelado após a escalada da crise.
Até o momento, a Fórmula 1 não anunciou alteração oficial no calendário, mas a possibilidade de cancelamento da corrida já é discutida nos bastidores.
Com informações de F1Mania



