Fernando Alonso, piloto da Aston Martin, revelou que sua atenção já está voltada para a temporada de 2027, enquanto a equipe enfrenta dificuldades devido ao desempenho insatisfatório da unidade de potência Honda. Durante a classificação para o Grande Prêmio da Itália, em Monza, tanto Alonso quanto seu companheiro de equipe, Lance Stroll, terminaram nas últimas posições do grid.
Ainda sem um novo contrato firmado com a Aston Martin, o chefe da equipe, Mike Krack, afirmou que não há pressa em definir o futuro do piloto espanhol. Aos 45 anos, Alonso enfatizou que sua mentalidade permanece focada em melhorar para 2027. “Não estou estressado com este ano. Se houver uma chance de marcar mais um ponto, ótimo. Mas isso não muda minha mentalidade e minha determinação de ter um 2027 melhor”, disse.
O piloto destacou que a Aston Martin fez progressos significativos no desenvolvimento do chassi após as atualizações implementadas no GP da Hungria. “Encontramos uma direção mais competitiva para o chassi. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer”, admitiu Alonso, ressaltando que a equipe precisa melhorar também a potência do motor.
Apesar das evoluções no chassi, a corrida em Monza expôs uma das principais fraquezas do carro: a falta de potência do motor Honda. Alonso comentou sobre a grande diferença de desempenho nas retas, mesmo após a atualização Spec 2. “Temos um déficit enorme nas retas, perdemos tudo”, afirmou. Ele também reconheceu que os dados evidenciam o problema e que a equipe continua trabalhando em colaboração com a Honda para melhorar o desempenho na próxima temporada.
Alonso acredita que circuitos como Baku e Las Vegas podem novamente evidenciar as dificuldades da unidade de potência, enquanto pistas como Singapura e Austin podem favorecer as características atuais do carro. Contudo, a prioridade da Aston Martin está cada vez mais voltada para o planejamento visando 2027.
Além do foco no futuro, Alonso prestou uma homenagem a Adrian Campos em Monza, utilizando um capacete especial durante o fim de semana. Campos, ex-piloto de Fórmula 1 e proprietário de equipe, teve um papel crucial no início da carreira de Alonso nos monopostos e faleceu em 2021. “Se estou aqui, é graças a Adrian, e sempre serei grato”, finalizou o espanhol.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



