A Alpine completou a primeira bateria de testes de pré-temporada para 2026 no Circuito de Barcelona-Catalunha com saldo considerado positivo pela equipe, mesmo diante dos desafios trazidos pelo novo regulamento e pela troca de fornecedor de unidade de potência — a escuderia deixa de utilizar motores próprios (Renault) e passa a contar com propulsores Mercedes.
Ao fim do último dia de atividades na pista espanhola, o diretor-geral Steve Nielsen avaliou o desempenho e destacou o foco em familiarização com os novos sistemas:
“Esta semana foi voltada a processos, sistemas e aprendizado. Tanto a equipe quanto os pilotos tiveram papel fundamental na adaptação ao carro”, afirmou.
Segundo o dirigente, a Alpine enfrentou dificuldades nos primeiros dias e não completou o volume de voltas planejado inicialmente. Ainda assim, o cronograma foi recuperado e a distância percorrida chegou a 764 km no encerramento dos testes.
“Tivemos evolução ao longo da semana e aprendemos muito sobre a nova geração de carros. A adaptação aos novos componentes, especialmente a unidade de potência, exige entendimento profundo da implementação e da recuperação de energia”, acrescentou Nielsen.
A temporada de 2026 marca uma das maiores mudanças regulatórias recentes da Fórmula 1, com alterações significativas na aerodinâmica e nos conjuntos motrizes. De acordo com Nielsen, ainda é cedo para estimar o real nível competitivo:
“Estamos sendo realistas. Sabemos que é apenas o começo. O objetivo é nos tornarmos mais competitivos ao longo do campeonato e garantir uma recuperação de desempenho sustentável durante todo o ano.”
Concluídas as sessões em Barcelona, a Alpine volta suas atenções para a próxima fase de testes, agendada para fevereiro no Bahrein, onde espera ter avaliação mais precisa do novo carro e da integração com o motor Mercedes.
Com informações de F1Mania



