A Audi informou à FIA sua intenção de recorrer da decisão dos comissários que decidiram não punir Yuki Tsunoda por uma irregularidade no grid durante o GP da Itália, realizado em Monza.
Na relargada da corrida, após a bandeira vermelha causada pelo acidente de Charles Leclerc, Tsunoda foi visto em uma posição incomum no grid. O piloto da Racing Bulls havia se alinhado incorretamente, resultando na determinação de uma volta de formação extra.
De acordo com o artigo B5.9.4 do regulamento, um piloto que cause uma volta de formação adicional deve entrar nos boxes e retomar a corrida a partir do pit lane. No entanto, Tsunoda não seguiu esse procedimento, o que gerou uma investigação após a corrida. Contudo, os comissários optaram por “nenhuma ação adicional” contra o piloto, argumentando que ele estava na posição correta, apesar do ângulo estranho.
Os oficiais justificaram sua decisão afirmando que a nova volta de formação foi determinada pelo diretor de prova e não resultou de uma falha do piloto.
Tsunoda finalizou o GP da Itália na décima posição, somando um ponto em sua segunda corrida substituindo Liam Lawson na equipe. Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, terminou em 11º, logo atrás da zona de pontuação.
A Audi discorda da interpretação dos comissários e, por isso, notificou oficialmente a FIA sobre seu desejo de recorrer. A equipe terá um prazo de 96 horas para apresentar um recurso formal. Em um comunicado, a Audi expressou sua preocupação quanto à aplicação do Artigo B5.9.4 e reafirmou sua decisão de recorrer, declarando que não comentará mais sobre o assunto enquanto o processo de apelação estiver em andamento.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



