Gabriel Bortoleto admitiu que a Audi enfrenta um déficit significativo de potência em sua unidade de força na temporada 2026 da Fórmula 1. O brasileiro destacou que o problema é percebido principalmente nas retas, apesar de o chassi apresentar bom desempenho em voltas rápidas.
A montadora alemã assumiu oficialmente a antiga equipe Sauber neste ano, primeiro campeonato sob o novo regulamento técnico da categoria, desenvolvendo seu próprio motor para o ciclo 2026. Embora o carro costume figurar próximo do Q3 nas classificações, o ritmo de corrida não acompanha o rendimento de volta única.
Nico Hulkenberg, companheiro de equipe de Bortoleto, compartilha a mesma avaliação. O alemão citou dirigibilidade, potência e confiabilidade como pontos críticos: “Não temos a unidade de potência mais forte do grid. É uma combinação de fatores que pode nos deixar vulneráveis em determinadas condições”, afirmou.
Bortoleto reforçou a preocupação ao explicar que a equipe precisa gerenciar energia durante as provas para compensar o motor menos potente. Questionado sobre a causa, ele respondeu que o déficit envolve diversas áreas, incluindo o sistema de recuperação de energia.
Os problemas ficaram mais evidentes no Grande Prêmio de Miami, onde a Audi registrou uma das menores velocidades de reta e enfrentou falhas técnicas. Hulkenberg abandonou após um incêndio provocado por vazamento, enquanto Bortoleto lidou com falhas de freio. Segundo o alemão, a confiabilidade é agora a principal prioridade da estrutura, que passou a cuidar internamente de todos os processos.
Com informações de F1Mania



