30 de abril de 2026 – Valtteri Bottas afirmou que esteve prestes a se aposentar da Fórmula 1 no fim de 2018, temporada em que ocupou um papel de apoio a Lewis Hamilton na Mercedes.
Chegada promissora, mudança de cenário
Contratado pela equipe alemã em 2017 para substituir o recém-aposentado Nico Rosberg, Bottas somou 10 vitórias em cinco anos. No entanto, a hierarquia interna rapidamente deixou o finlandês na condição de segundo piloto, principalmente a partir de 2018.
Entre os episódios citados, o piloto lembrou o Grande Prêmio da Hungria, quando segurou as Ferraris para proteger Hamilton, e a prova da Rússia, na qual recebeu ordem direta para ceder a posição ao companheiro de equipe.
Frustração e crise pessoal
Em artigo no Players’ Tribune, Bottas contou que começou a temporada 2018 acreditando ser o melhor do grid. A expectativa, porém, não se confirmou: ele terminou o ano sem vitórias e repetiu várias vezes o comando “Valtteri, deixe Lewis passar”.
A pressão de torcedores nas redes sociais agravou o momento. O finlandês descreveu ter enfrentado depressão, esgotamento mental e perda do prazer em competir. Durante a pausa antes de 2019, decidiu que não voltaria ao grid.
Retomada em 2019
Pouco antes do campeonato seguinte, Bottas reconsiderou. Deixou de focar no passado, adotou novos objetivos e retornou com postura diferente. A resposta veio logo na abertura da temporada: vitória no GP da Austrália, 20,8 segundos à frente do segundo colocado, seguida da mensagem de rádio “To whom it may concern, f*** you”. Segundo ele, a frase não expressava rancor, mas um agradecimento a tudo que havia vivido.
Carreira atual
Hoje piloto da Cadillac, Bottas admite ainda ter sentimentos conflitantes sobre o período na Mercedes, mas destaca que a experiência o levou a redefinir prioridades e a permanecer na principal categoria do automobilismo.
Com informações de Autoracing



