Martin Brundle, ex-piloto de Fórmula 1 e comentarista da Sky Sports F1, afirmou que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) agiu corretamente ao aplicar punições por excesso de velocidade no pit lane durante o Grande Prêmio de Mônaco.
A discussão ganhou força depois que vários competidores foram penalizados por ultrapassar em poucas décimas o limite de 60 km/h nos boxes de Monte Carlo. Lewis Hamilton, George Russell e Pierre Gasly receberam punições mesmo registrando menos de 0,5 km/h acima do permitido.
Em sua coluna, Brundle explicou que a velocidade é calculada pela distância percorrida entre pontos de medição no pit lane. Segundo o comentarista, alguns pilotos cortaram as linhas brancas na entrada dos boxes para ganhar metros, o que elevou a média registrada e resultou nas infrações.
“Regras são regras”, diz Brundle
Para o britânico, tolerar pequenas margens abriria precedentes perigosos. Ele comparou a situação a um carro abaixo do peso mínimo: qualquer desvio, por menor que seja, configura violação do regulamento.
Impacto nos resultados
George Russell recebeu cinco segundos de punição, não a cumpriu corretamente durante o safety car e, em seguida, foi obrigado a cumprir um drive-through, caindo para a 12ª posição final.
Pierre Gasly cruzou a linha em terceiro, mas perdeu o pódio após duas penalidades de cinco segundos por velocidades de 60,1 km/h e 60,4 km/h. Rebaixado ao sétimo lugar, o francês viu a Alpine entrar com pedido de Direito de Revisão, movimento que Brundle considera improvável de alterar o resultado.
Apesar das críticas de parte do paddock, o comentarista reiterou que a aplicação rigorosa das regras preserva a integridade esportiva da categoria.
Com informações de F1Mania.net



