Sir Jim Ratcliffe, detentor de 33,33% das ações da equipe Mercedes na Fórmula 1 por meio da empresa INEOS, enfrenta cobranças públicas para se retratar após comentários feitos à Sky News na quarta-feira (11).
Durante a entrevista, o bilionário britânico afirmou que “o Reino Unido foi colonizado por imigrantes” e questionou a sustentabilidade econômica do país diante do que classificou como “enormes níveis de imigração”. Ratcliffe disse ainda que “não se pode manter uma economia com nove milhões de pessoas recebendo benefícios”.
As falas geraram forte repercussão negativa, especialmente entre torcedores do Manchester United, clube do qual Ratcliffe também é co-proprietário. Além do tema migratório, ele criticou o primeiro-ministro britânico, alegando que o chefe de governo seria “muito gentil” para adotar medidas difíceis.
Líder da oposição, Sir Keir Starmer qualificou as declarações como “ofensivas e equivocadas” e solicitou que Ratcliffe peça desculpas. Em mensagem nas redes sociais, Starmer ressaltou que o Reino Unido é “orgulhoso, tolerante e diverso”.
A Mercedes, reconhecida por iniciativas de diversidade e inclusão como o programa Accelerate 25 — que estabelece a meta de contratar 25% de novos integrantes oriundos de grupos sub-representados — vê-se agora diante de uma situação delicada envolvendo um de seus principais acionistas.
Com informações de F1Mania



