Os fabricantes de unidades de potência da Fórmula 1 estão próximos de um consenso para alterar o regulamento dos motores, movimento que ganhou força depois de denúncias contra a Mercedes. A proposta deverá ser submetida a votação assim que houver apoio de super maioria no Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC) e na Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Questionamento técnico
Ferrari, Honda e Audi alegam que a equipe de Brackley teria desenvolvido um recurso capaz de elevar a taxa de compressão do V6 turbo-híbrido de 16:1 para 18:1 durante a corrida, aproveitando a alta temperatura de funcionamento. Nos testes realizados na garagem, em temperatura ambiente, o motor permaneceria dentro dos limites atuais, driblando a fiscalização.
A discussão ganhou novo capítulo quando a Red Bull Powertrains-Ford tentou reproduzir o suposto artifício e não obteve o mesmo ganho de desempenho. Diante disso, a fornecedora vinculada à equipe de Milton Keynes passou a apoiar as demais fabricantes que contestam a legalidade da solução usada pela Mercedes.
Próximos passos
Em reunião recente, PUAC e FIA concordaram em levar adiante a formulação de novas regras para eliminar zonas cinzentas e estabelecer métodos de verificação mais autônomos e claros. Caso aprovada, a atualização normativa poderá ser aplicada já nas próximas etapas do campeonato.
Sem data definida para a votação, a tendência é que ela ocorra antes do Grande Prêmio da Austrália. A principal preocupação da Mercedes é adaptar-se rapidamente às eventuais mudanças para evitar perda de desempenho na sequência da temporada.
Com informações de F1Mania.net



