A Ferrari deixou o Grande Prêmio de Miami, disputado em 9 de maio de 2026, sob forte pressão depois que o maior conjunto de atualizações da temporada não trouxe o desempenho prometido. Foram 11 novidades introduzidas na SF-26 – mais do que qualquer concorrente levou ao Hard Rock Stadium –, mas o resultado ficou longe do esperado: Lewis Hamilton terminou em sexto e Charles Leclerc em oitavo.
Hamilton teve a corrida comprometida logo no início, ao tocar no carro de Franco Colapinto, e cruzou a linha de chegada 53 segundos atrás do vencedor Kimi Antonelli. Leclerc, que assumiu a liderança na largada, perdeu o último lugar no pódio para Oscar Piastri, rodou na volta final, danificou o carro e ainda recebeu 20 segundos de punição por repetidos limites de pista. O monegasco relatou desgaste excessivo dos pneus durante toda a prova.
Rob Smedley alerta para risco de correlação
Ex-engenheiro da Ferrari e chefe de pista de Felipe Massa entre 2004 e 2013, Rob Smedley avaliou o quadro no High Performance Racing Podcast. Para ele, o fim de semana em Miami pode ser “destruidor para o moral” da equipe.
O britânico explicou que, quando as informações do túnel de vento e das simulações não batem com o que acontece na pista, a escuderia entra num processo de engenharia reversa que consome tempo e atrasa o desenvolvimento.
“Se não há correlação, é preciso voltar ao túnel de vento para descobrir o que falhou. Enquanto isso, o avanço do carro fica parado”, afirmou. Smedley lembrou ainda que o regulamento limita as horas de túnel de vento e de CFD pelo sistema ATR. “Se a equipe gasta esses recursos tentando entender problemas em vez de ganhar performance, o prejuízo técnico é enorme”, completou.
Com cinco semanas de intervalo antes de Miami, a Ferrari apostava alto no pacote de atualizações para recolocar a SF-26 na briga pelas primeiras posições. Após o revés, engenheiros e pilotos terão de revisar dados e encontrar rapidamente soluções para evitar novo passo atrás na próxima etapa do campeonato.
Com informações de Autoracing



