A Fórmula 1 anunciou os principais aspectos do novo regulamento para motores que será implementado em 2030, marcando o retorno da arquitetura V8. Essa nova unidade de potência, no entanto, trará modificações em relação ao modelo que esteve presente até 2013 e continuará a incluir um componente elétrico.
Ainda em fase de discussão, o motor já possui sua estrutura básica definida, embora detalhes finais estejam sendo ajustados entre a FIA e os fabricantes. A proposta descarta motores aspirados e mantém o turbocompressor, em parte para atender às restrições de ruído em circuitos urbanos. A introdução de um sistema de ultrapassagem, similar ao “push-to-pass” utilizado na IndyCar, também está sendo considerada.
O novo motor V8 terá uma cilindrada de 3,0 litros, mas a decisão de incluir o turbocompressor se deve a preocupações com o nível de ruído, especialmente em circuitos como Melbourne, Miami e Baku, onde já existem limitações de emissão sonora. Um motor aspirado, apesar de oferecer um som mais nostálgico, poderia gerar níveis de ruído inaceitáveis, comprometendo a realização de algumas corridas.
Outra inovação será a implementação de um motor elétrico menor, com 100 kW, reduzindo a potência em comparação aos 350 kW da geração atual. Essa mudança visa manter a conexão com a indústria automotiva, sem a complexidade tecnológica dos motores atuais. Além disso, o objetivo é que a nova unidade de potência seja pelo menos 50 kg mais leve do que as atuais.
Embora o sistema de “push-to-pass” ainda precise ser finalizado, a intenção é não reverter ao DRS, usado até o final de 2025. As novas regras estão previstas para serem introduzidas em 2030, antecipando em um ano o fim do atual ciclo regulatório.
A discussão sobre o futuro dos motores na F1 reflete uma mudança em direção a conceitos mais tradicionais de motores de corrida, após um período de alta complexidade tecnológica.
Fonte: Motor Sport UOL.



