São Paulo, — A introdução do mecanismo técnico ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), criado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para equilibrar o desempenho das unidades de potência na Fórmula 1, continua sem data definida. Segundo o chefe da Ferrari, Fred Vasseur, o projeto esbarra em divergências sobre a contagem das corridas que servirão de referência para sua ativação.
Vasseur explicou que o regulamento prevê a liberação das atualizações após a sexta etapa da temporada, mas não há consenso se essa marca deve seguir o calendário original — que incluía Bahrein e Arábia Saudita — ou o cronograma atualizado, já sem essas provas. “A situação é clara; a única dúvida é se consideramos o calendário inicial ou o atual”, declarou o dirigente.
Pelo regulamento, montadoras com até 2% de defasagem em relação ao motor mais forte poderão realizar uma atualização ainda neste ano e outra em 2027. Caso o déficit atinja 4%, o fabricante terá direito a duas melhorias por temporada no mesmo período.
Inicialmente, a aplicação das regras estava programada para acontecer após o Grande Prêmio de Miami. Com as mudanças no calendário, a expectativa é de que o sistema entre em vigor somente depois do GP de Mônaco, marcado para junho.
O dirigente da Ferrari ressaltou que os parâmetros técnicos — como métricas de desempenho e limites de uso de dinamômetro — estão bem definidos, mas dependem da validação dos dados pela FIA. “Precisamos confiar na Federação; eles vão nos fornecer os números. No fim, tratamos de diferenças pequenas, e sabemos que não é simples medi-las com precisão”, afirmou.
Com informações de F1Mania.net



