A Ferrari manifestou descontentamento com a alteração no procedimento de largada implementada pela Fórmula 1 no Grande Prêmio de Miami, realizado no início de maio de 2026. A decisão, tomada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com o argumento de ampliar a segurança, passou a vigorar após ter sido vetada pela equipe italiana antes do começo da atual temporada.
O novo regulamento introduziu um sistema que detecta baixa potência assim que os pilotos soltam a embreagem, evitando arrancadas demasiadamente lentas e reduzindo riscos de acidentes. A medida, porém, afetou diretamente a Ferrari, que vinha tirando proveito de um conjunto projetado para garantir partidas muito rápidas — caracterizadas pelas boas saídas de Lewis Hamilton e Charles Leclerc — graças a uma turbina menor desenvolvida para o motor 2026.
“Entendo o motivo de segurança, mas foi duro para nós. Outra solução seria obrigar quem se sentisse inseguro a largar dos boxes”, afirmou o chefe de equipe Frédéric Vasseur. Segundo ele, a equipe discutiu o tema com a FIA há um ano em reuniões do Comitê Consultivo Esportivo (SAC) e do Comitê da Unidade de Potência (PUAC), ouvindo que carros devem se adaptar ao regulamento, e não o contrário.
Vasseur destacou que cerca de 40% do grid reclamou de perigo nas largadas, o que, na sua visão, motivou a federação a agir. “Politicamente foi inteligente, mas não muito justo”, resumiu. Ainda assim, o dirigente reconheceu que, por se tratar de questão de segurança, a FIA tem autonomia para intervir mesmo sem apoio unânime das equipes.
Sem alternativa imediata, a escuderia de Maranello deverá adequar seus sistemas às exigências recentes para as próximas etapas do campeonato.
Com informações de Autoracing



