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Ferrari calcula estar até 2% atrás da Mercedes na potência do motor em 2026

A Ferrari avalia que sua unidade de potência (UP) apresenta déficit de aproximadamente 2% em relação ao conjunto da Mercedes nas primeiras provas da temporada 2026 da Fórmula 1. A diferença, estimada em cerca de 15 cv, coloca a fábrica de Maranello na faixa que permite solicitar atualizações dentro do novo sistema de Additional Development and Update Opportunities (ADUO), introduzido pela FIA.

Como funciona o ADUO

Pelo regulamento, montadoras que apresentem desempenho entre 2% e 4% abaixo do parâmetro de referência — hoje estabelecido pelo motor Mercedes — podem efetuar uma atualização ainda em 2026 e outra em 2027. Caso o déficit ultrapasse 4% (aproximadamente 20 cv), o total de intervenções sobe para quatro.

Para aferir esses percentuais, a FIA passou a colher dados desde o GP da Austrália, aplicando um índice baseado exclusivamente na potência do motor de combustão interna. Os números são obtidos por meio de ferramentas próprias da federação e podem ser confirmados em dinamômetro, embora o método detalhado não tenha sido divulgado.

Mercedes pode estar limitando potência

Em Maranello, a suspeita é de que a Mercedes esteja entregando menos potência do que dispõe para manter o gap abaixo de 2% e, assim, impedir que rivais obtenham autorização para desenvolver seus motores. A FIA, porém, cruza informações de quatro equipes clientes para validar os dados da marca alemã. Audi, Red Bull Powertrains e Honda são citadas como candidatas quase certas às oportunidades de melhoria.

Novo motor em preparação

Diante do cenário, o departamento liderado por Enrico Gualtieri trabalha em uma nova especificação do motor térmico, considerada essencial para desafiar a Mercedes no próximo ciclo de atualizações. A escuderia planeja um dia de filmagens em Monza no mês que vem, visando levantar dados de gerenciamento de energia e validar eventuais evoluções a serem introduzidas no último trimestre deste ano.

Desempenho em pista

Nas etapas de Melbourne e Xangai, o W17 da Mercedes demonstrou superioridade, especialmente na eficiência da recuperação de energia, o que lhe permitiu sustentar potência máxima por mais tempo. Já o SF-26, embora apontado por especialistas como um dos carros mais eficientes aerodinamicamente, segue atrás na comparação de força bruta da UP.

Com o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, o primeiro ponto oficial de verificação da FIA, previsto para depois de Miami, ainda aguarda nova data. Até lá, Ferrari e Mercedes se empenham em maximizar suas vantagens antes que o próximo reset de medições defina quem poderá evoluir o motor.

Com informações de Autoracing

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