A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deu sinal verde inicial para a asa traseira radical apresentada pela Ferrari nos testes da Fórmula 1, realizados na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, em Barcelona. O componente chamou a atenção assim que apareceu no paddock e rapidamente dominou as discussões técnicas.
Lewis Hamilton foi o primeiro a avaliar a peça em pista. O britânico completou apenas cinco voltas antes de sofrer uma pane, mas o suficiente para evidenciar o ineditismo do desenho.
Funcionamento da solução
Ao contrário do DRS convencional, cujo flap se desloca para trás, o elemento móvel da Ferrari gira 270 graus, expondo totalmente o slot gap e permitindo maior passagem de ar. Na quarta-feira, a equipe havia usado uma versão tradicional, mas, na tarde de quinta, reinstalou o conceito inovador para comparações diretas.
Objetivo: reduzir arrasto
Quando acionada, a asa passa a gerar sustentação semelhante à de uma aeronave, reorganizando o fluxo de ar e diminuindo ainda mais o arrasto. A expectativa é alcançar maiores velocidades em reta, alinhando-se às metas atuais do regulamento, que prioriza a eficiência aerodinâmica.
Parecer da FIA
Nikolas Tombazis, diretor técnico de monopostos da FIA, explicou que as restrições sobre a abertura do slot gap, vigentes na temporada passada, foram retiradas justamente para encorajar soluções que cortem arrasto. Segundo o dirigente, dentro dessas regras mais flexíveis, a proposta da Ferrari é considerada compatível.
O chefe do time de Maranello, Frederic Vasseur, não descartou usar a novidade em Grandes Prêmios, caso os dados de pista confirmem o ganho de desempenho. A partir de agora, a principal dúvida é se o dispositivo estreará em corrida e como as rivais reagirão.
Com informações de Autoracing



