A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou o fim do limite de três mandatos consecutivos de quatro anos para o cargo de presidente. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em Macau na sexta-feira, 26 de junho de 2026.
Votação massiva
De acordo com um porta-voz da entidade, mais de 90% dos representantes dos clubes filiados votaram a favor da mudança estatutária, que elimina a restrição de 12 anos no comando da federação.
Contexto da alteração
O limite havia sido introduzido por Jean Todt, que presidiu a FIA de 2009 a 2021, após o longo período de Max Mosley na liderança (1993-2009). Com a nova regra, o atual presidente, Mohammed Ben Sulayem, de 64 anos, poderá concorrer a mandatos adicionais após o término do ciclo atual.
Críticas e alertas
Antes da votação, o ex-vice-presidente da FIA Robert Reid publicou mensagem no LinkedIn pedindo que os clubes avaliassem cuidadosamente as implicações da proposta. Ele destacou que a mudança afetaria a estrutura constitucional da federação e não deveria ser encarada como um simples gesto de lealdade pessoal.
Confirmação oficial
Em comunicado, a FIA informou que a limitação de mandatos foi retirada de todos os seus órgãos, harmonizando estatutos com os Conselhos Mundiais e o Senado da entidade.
Resultados financeiros
Na mesma ocasião, a federação divulgou lucro operacional de 6,7 milhões de euros, o melhor resultado em dez anos. Ben Sulayem afirmou que o desempenho financeiro reflete governança fortalecida, disciplina orçamentária e uma visão de longo prazo voltada a apoiar campeonatos e membros globais.
Reeleito sem oposição em dezembro passado, o dirigente dos Emirados Árabes Unidos também lidera discussões sobre a possível volta dos motores V8 à Fórmula 1 a partir de 2030.
Com informações de Autoracing



