A Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as equipes chegaram a um entendimento preliminar para diminuir o número de voltas de determinados Grandes Prêmios em 2027, dentro do pacote de mudanças do novo regulamento de motores.
Motivo da alteração
Após o GP de Miami de 2026, dirigentes concordaram em alterar a divisão de potência prevista para as unidades motrizes. O plano original previa repartição igualitária (50:50) entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico; agora, trabalha-se com a proporção de 60:40. Para suportar o ganho de potência térmica, será necessário elevar a taxa de fluxo de combustível.
Com esse aumento, os carros teriam duas opções para completar percursos superiores a 300 km: adotar tanques maiores ou encurtar as provas em pistas de maior consumo. A segunda alternativa é a preferida, já que possibilita reutilizar os chassis de 2026 sem grandes modificações.
Posição das equipes
Alan Permane, chefe da Racing Bulls, confirmou que o tema já foi debatido internamente. “Se alguém quiser manter o chassis e ele não for grande o suficiente para uma corrida de 310 km, analisaremos eventos específicos e, quando absolutamente necessário, reduziremos uma ou duas voltas”, explicou. Ele acrescentou que a medida incluirá também limitar a volta de formação ao mínimo possível.
Andrea Stella, diretor da McLaren, declarou apoio à solução. “Do ponto de vista do chassis, isso é absolutamente viável. A proposta 60:40 beneficia o esporte e garante que a Fórmula 1 permaneça forte”, afirmou.
Resistência de Ferrari e Audi
Nem todas as montadoras concordam com a mudança imediata. Ferrari e Audi defendem que as novas especificações de motor entrem em vigor apenas em 2028, citando custos elevados e preocupações com o sistema ADUO.
A discussão deve continuar ao longo da temporada de 2026, mas a tendência é que o calendário de 2027 já traga corridas ligeiramente mais curtas em circuitos de alto consumo.
Com informações de AutoRacing



