A Fórmula 1 anunciou os primeiros detalhes sobre o novo regulamento de motores, que deve entrar em vigor em 2030. Após reuniões entre a FIA e os fabricantes de unidades de potência, ficou decidido que não haverá motores naturalmente aspirados, devido às restrições de ruído em circuitos de rua.
O novo regulamento prevê uma configuração de motor V8 de 3,0 litros, mas com a permanência do turbocompressor, que é considerado essencial para atender às exigências de ruído em pistas como Melbourne, Miami e Las Vegas. A decisão de manter o turbocompressor visa evitar que os carros se tornem muito barulhentos, o que poderia inviabilizar algumas corridas.
Além disso, as novas unidades de potência terão um motor elétrico simplificado de 100 kW, uma redução significativa em relação aos 350 kW da geração atual. O objetivo é tornar os motores mais leves e simples, com um peso total pelo menos 50 kg inferior ao das unidades atuais.
Outro ponto em discussão é a implementação de um sistema de push-to-pass, semelhante ao utilizado na IndyCar, que permitirá aos pilotos um aumento temporário de potência durante as ultrapassagens. O DRS, usado até 2025, não será retomado, e a nova solução será debatida nas próximas reuniões entre a FIA e os fabricantes.
Embora as conversas estejam avançadas, a data definitiva para a implementação do novo regulamento ainda está em aberto. Caso a proposta siga adiante, a F1 poderá antecipar a transição para essa nova filosofia de motores, marcando uma mudança significativa na direção técnica da categoria.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



