São Paulo, 22 de março de 2026 – O criador da Fórmula E, Alejandro Agag, afirmou que a Mercedes e seu diretor executivo, Toto Wolff, foram decisivos para a adoção do atual regulamento de unidades de potência da Fórmula 1, que divide de forma equilibrada a geração de energia entre motores a combustão e componentes elétricos.
Segundo Agag, Wolff identificou o potencial das tecnologias desenvolvidas na categoria totalmente elétrica e trabalhou para transportá-las ao campeonato de maior visibilidade do automobilismo.
Saída estratégica da Mercedes da Fórmula E
A Mercedes encerrou sua participação como equipe oficial na Fórmula E ao término da oitava temporada, em 2022, depois de conquistar três títulos seguidos de pilotos e equipes. Para Agag, a decisão fez parte de um plano mais amplo voltado à F1.
“Quando a Mercedes saiu daqui, foi porque queria pegar o que existia na Fórmula E e levar para a Fórmula 1”, declarou o empresário espanhol.
Críticas de pilotos e comparações entre categorias
O novo conjunto híbrido da F1 vem sendo alvo de questionamentos no paddock. Nomes como Max Verstappen e Lando Norris criticaram publicamente o formato, enquanto paralelos com a Fórmula E passaram a surgir com frequência.
Vantagem antecipada
Agag sustenta que Wolff obteve vantagem competitiva ao idealizar a convergência tecnológica entre as duas categorias. “A principal força por trás do que estamos vendo hoje na Fórmula 1 é a Mercedes e Toto Wolff”, disse. “Ele esteve aqui, viu o que existia e decidiu combinar Fórmula 1 e Fórmula E”.
Identidade da F1 em debate
Apesar de reconhecer o papel da Mercedes, o fundador da Fórmula E considera que a F1 perdeu parte de sua essência ao adotar um meio-termo tecnológico. “O esporte deveria voltar para mais combustão, para motores V8, para mais barulho, e deixar a Fórmula E como o campeonato totalmente elétrico. Agora está em algum lugar no meio – não é uma coisa nem outra”, concluiu.
Com informações de Autoracing



