Lewis Hamilton afirmou que deixar de utilizar o simulador da Ferrari foi um dos pontos de virada em sua campanha atual na Fórmula 1. O heptacampeão revelou ter interrompido o trabalho na ferramenta antes do Grande Prêmio do Canadá, por considerar que os dados gerados em Maranello não correspondiam de forma confiável ao comportamento real do carro na pista.
Questionado, durante entrevista, se voltou a recorrer ao simulador desde então, o britânico foi categórico: “Não”. Ao ser solicitado a avaliar o impacto da decisão, resumiu em uma palavra: “Enorme”.
Hamilton explicou que sua relação com simuladores variou ao longo da carreira. “Usei durante todo o ano passado, mas, nos meus primeiros anos na Mercedes, eu não usava. Depois houve um período em que também deixamos de utilizar. Eles podem ser ferramentas muito poderosas, mas também podem induzir ao erro”, declarou. Segundo o piloto, situação semelhante já ocorrera na equipe alemã: “Desde que parei de usar, meu desempenho melhorou muito, muito.”
Desafios em Spa e elogios ao desenvolvimento
Apesar da vitória de Charles Leclerc no Grande Prêmio da Inglaterra, Hamilton prevê um cenário mais complicado para a Ferrari em Spa-Francorchamps. Para ele, as longas retas do circuito belga devem favorecer as escuderias rivais. “Chegamos sem saber exatamente o que esperar. Esta pista tem muito mais retas e provavelmente a diferença será um pouco maior, mas estamos fazendo tudo o que podemos”, comentou.
O britânico aproveitou para destacar o esforço da equipe no desenvolvimento do carro. “Tenho muito orgulho da equipe. Continuam pressionando para otimizar o carro. Em vez de esperar meses por uma atualização, estamos fazendo pequenos ajustes praticamente a cada fim de semana, sempre melhorando um pouco quando encontramos alguma oportunidade”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



