Lewis Hamilton voltou a apontar o alto investimento exigido nas categorias de base do automobilismo. Em entrevista concedida nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, às 9h01, o heptacampeão mundial classificou como “ridículo” o valor necessário para que um jovem piloto progrida rumo à Fórmula 1.
O britânico afirmou que a escalada dos gastos afasta talentos que não contam com apoio financeiro robusto. “A situação piora ano após ano”, disse, cobrando mais responsabilidade da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e da própria F1.
Exemplo de custo milionário
Para ilustrar o problema, Hamilton relatou conhecer um pai que despende mais de US$ 1 milhão por temporada para manter o filho de oito anos no kart. Segundo ele, a disparidade de recursos torna quase impossível a ascensão de pilotos vindos de famílias comuns.
Experiência pessoal
Hamilton lembrou que também enfrentou dificuldades financeiras no início da carreira. Antes de ser contratado pela McLaren aos 13 anos, seu pai precisou refinanciar a casa e estourar cartões de crédito para cobrir cerca de £ 20 mil investidos no primeiro ano de competições. O campeão pondera que, nos valores atuais, sacrifícios semelhantes já não seriam suficientes.
“Dinheiro supera talento”
Na avaliação do piloto, a capacidade de investimento passou a ter mais peso que o desempenho nas pistas. “Quanto mais se sobe de categoria, mais caro fica”, lamentou. Hamilton teme que, nas próximas décadas, apenas jovens com respaldo financeiro alcancem os níveis superiores do esporte.
Ao final, o britânico reforçou que a responsabilidade por reverter o cenário recai sobre a FIA e a F1. Ele acredita, no entanto, que mudanças só ocorrerão mediante pressão constante da imprensa.
Com informações de Autoracing



