Lewis Hamilton voltou a falar sobre o Grande Prêmio do Canadá de 2007, prova que marcou sua primeira pole position e também o primeiro triunfo na Fórmula 1. O heptacampeão destacou que aquele fim de semana foi determinante para demonstrar, logo na temporada de estreia, que poderia competir em igualdade com o então companheiro de equipe Fernando Alonso.
Quando chegou à McLaren naquele ano, Hamilton ouviu que estaria “meio segundo atrás” do bicampeão espanhol durante o campeonato. Mesmo acompanhando o ritmo de Alonso desde as primeiras corridas, o britânico relatou dificuldades iniciais com o controle de tração, sistema que ainda era permitido na época. De acordo com ele, Alonso utilizava a configuração mais agressiva, enquanto preferia o ajuste mínimo, escolha que afetava sua performance até se habituar ao recurso.
O novato também explicou que, por ser recém-chegado à equipe, carregava rotineiramente mais combustível nas sessões classificatórias. A estratégia de pit stop previa que os dois carros parassem em voltas diferentes, o que obrigava Hamilton a dar duas voltas extras antes do reabastecimento e o colocava em desvantagem na luta pela pole.
“Eu sempre recebia mais combustível, mas tinha certeza de que poderia superá-lo na classificação; só precisava da oportunidade”, lembrou. Essa chance surgiu no GP do Canadá, quando a McLaren decidiu encher ambos os tanques com a mesma quantidade de combustível no sábado. Em igualdade de condições, Hamilton cravou a pole no Circuito Gilles Villeneuve e, no dia seguinte, venceu a corrida pela primeira vez.
Segundo o britânico, o resultado foi um divisor de águas. “Aquilo validou minha crença de que eu tinha o necessário para vencer e mostrou ao meu chefe que estava errado ao dizer que eu seria meio segundo mais lento. Aprendi que você deve sempre lutar pelo que acredita”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



