Lewis Hamilton disse ter ficado “definitivamente surpreso” com o primeiro balanço da FIA sobre o desempenho das unidades de potência que estreiam em 2026. O piloto da Ferrari esperava uma disputa mais apertada entre Red Bull Racing e Mercedes, mas a entidade apontou a Red Bull Powertrains-Ford como referência técnica no novo regulamento.
A análise faz parte da fase inicial do sistema ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), criado para monitorar a competitividade dos fabricantes de motores. Com o resultado, a Red Bull foi enquadrada na categoria que barra desenvolvimentos extras, enquanto Mercedes, Ferrari, Audi e Honda seguem liberadas para continuar evoluindo suas unidades de potência.
A própria Red Bull questionou a decisão e iniciou conversas com a FIA, que agora revisa os dados utilizados na classificação. Para Hamilton, porém, a diferença entre os dois principais motores do grid é “muito pequena”.
“Os motores da Red Bull e da Mercedes são muito, muito próximos. A Red Bull fez um trabalho incrível, e a Mercedes também”, afirmou o heptacampeão, lembrando ainda que engenheiros trocaram de equipe recentemente: “Ouvi dizer que alguém saiu da Mercedes para a Red Bull.”
Hamilton elogiou o desempenho da estreante Red Bull Powertrains-Ford: “Eles alcançaram algo que ninguém imaginava em tão pouco tempo, então merecem reconhecimento. A Mercedes ainda tem um ótimo motor, talvez tão bom quanto.”
Impacto no campeonato
O britânico chega ao GP da Espanha embalado por dois segundos lugares consecutivos. Em Mônaco, terminou atrás apenas de Kimi Antonelli, vencedor da prova e líder do campeonato.
Comparativo Ferrari x Mercedes
Sobre o rendimento da Ferrari em relação à Mercedes, Hamilton vê a principal diferença na aerodinâmica, não no propulsor. “Em Miami levamos um pacote de atualizações no qual a equipe trabalhou bastante, enquanto a Mercedes não levou novidades e venceu com facilidade”, comentou.
Segundo ele, as atualizações subsequentes da equipe alemã ficaram evidentes em Mônaco: “Quando o Kimi estava à minha frente, dava para ver o quanto ele acelerava mais cedo e quanta estabilidade traseira tinha nas curvas. Eu não conseguia acompanhá-lo; isso se resume à carga aerodinâmica.”
Com informações de F1Mania.net



