Charles Leclerc declarou que a Ferrari encara “um dos maiores desafios” de sua trajetória com a introdução das regras técnicas que passam a vigorar na Fórmula 1. O piloto monegasco classificou as mudanças como as mais significativas já implementadas na categoria, exigindo extenso processo de adaptação para equipes e pilotos.
As novas normas alteram profundamente as unidades de potência: o MGU-H foi abolido, enquanto a potência do MGU-K subiu de 120 kW para 350 kW. O regulamento ainda determina que metade da energia usada pelo conjunto motriz seja elétrica e a outra metade provenha da combustão interna, reforçando o avanço rumo à eletrificação.
Para se preparar, a Ferrari suspendeu no fim de abril o desenvolvimento aerodinâmico do carro de 2025 e concentrou recursos no projeto do SF-26. O modelo foi apresentado no mês passado, antecedendo um shakedown realizado por Leclerc e pelo futuro companheiro de equipe, Lewis Hamilton, em Fiorano, seguido de sessões consideradas positivas de testes no Circuito de Barcelona-Catalunha.
“Acho que é uma das maiores mudanças que já ocorreram na história da F1, então tem sido particularmente empolgante”, afirmou Leclerc. O piloto comparou a nova fase à alteração de 2021 para 2022, mas destacou que, desta vez, o impacto é muito maior.
Segundo o monegasco, a equipe teve de “reaprender” grande parte dos procedimentos. “Precisamos compreender o sistema muito melhor para extrair o máximo. Isso envolve também o lado do piloto: a forma de conduzir o carro e de gerenciar as corridas”, explicou.
Leclerc acrescentou que ansiava por levar o trabalho teórico para a pista. “Com tudo o que foi feito nos bastidores, eu estava realmente ansioso para experimentar na prática e sentir como seria. Foi muito empolgante”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



