A McLaren espera apresentar um salto de desempenho com a unidade de potência Mercedes no Grande Prêmio de Miami, marcado para 29 de abril de 2026. O otimismo surge após as dificuldades enfrentadas nas três primeiras etapas da temporada 2026 da Fórmula 1.
Problemas iniciais e pausa inesperada
Nas corridas de abertura, a equipe reconheceu que ainda não compreendia totalmente o funcionamento do motor alemão. A consequência mais grave ocorreu na China, onde falhas elétricas impediram Lando Norris e Oscar Piastri de largar. O cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita abriu um intervalo de um mês, que a McLaren usou para revisar processos e examinar dados com mais profundidade.
Simulações sinalizam melhora imediata
Segundo o chefe de equipe Andrea Stella, as simulações realizadas durante a pausa indicam ganho de performance já para Miami. “Vemos um progresso claro nos modelos que rodamos”, afirmou o dirigente. O avanço coincide com a entrada em vigor de novas regras técnicas, entre elas a redução da recarga de energia em classificação de 8 MJ para 7 MJ por volta, medida que busca limitar o super-clipping e diminuir o uso de lift and coast.
Colaboração estreita com a Mercedes HPP
Para acelerar os resultados, a McLaren intensificou o trabalho conjunto com a Mercedes High Performance Powertrains (HPP). Stella destaca que as ferramentas de simulação evoluíram significativamente em relação à etapa da Austrália: “Demos um passo importante e agora estamos muito mais preparados como equipe”.
No início do campeonato, o time britânico admitiu uma possível desvantagem por ser cliente da fornecedora. Com mais dados e melhor entendimento da unidade de potência, Stella acredita que essa lacuna foi reduzida, permitindo à McLaren explorar todo o potencial do motor Mercedes já em Miami.
Com informações de Autoracing



