A parceria entre McLaren e Mercedes na Fórmula 1 corre risco após a montadora alemã iniciar negociações para adquirir parte da Alpine. Segundo a revista britânica Autosport, Toto Wolff e outros acionistas discutem a compra da fatia de 24 % da equipe francesa atualmente controlada pelo fundo Otro Capital.
Limite de clientes a partir de 2030
A Mercedes planeja fornecer unidades de potência para apenas duas escuderias a partir de 2030, número inferior ao de clientes atuais. Caso o investimento na Alpine avance, a equipe francesa já garantiria uma dessas vagas, deixando McLaren e Williams na disputa pelo último lugar disponível.
Parceria sob pressão
McLaren e Mercedes retomaram o acordo de motores em 2021, após períodos com Honda e Renault. Embora a unidade de Brixworth siga competitiva dentro do regulamento vigente, a relação mostra sinais de desgaste. No início de 2026, o chefe de equipe Andrea Stella manifestou publicamente insatisfação com o suporte técnico recebido.
Relatos do jornalista Ralf Bach, do portal f1-insider.com, indicam que a McLaren suspeita de limitações no compartilhamento de informações: engenheiros designados pela Mercedes teriam deixado de repassar detalhes essenciais para otimizar o desempenho do propulsor.
Opções escassas no mercado
Se perder o motor Mercedes, a McLaren encontra poucas alternativas imediatas. Um retorno à Honda é considerado improvável após os problemas enfrentados entre 2015 e 2017, enquanto Ferrari e Red Bull não parecem dispostas a colaborar. Projetos de novos fornecedores, como Audi e General Motors, só devem estrear em 2029.
Uma solução interna — desenvolver um motor próprio, a exemplo da Red Bull Powertrains — exigiria investimentos elevados e longo prazo de desenvolvimento, tornando a possibilidade remota no curto prazo.
Com informações de Autoracing



