Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, expressou sua preocupação com a falta de liderança na equipe italiana, afirmando que a situação é “evidente”. Em entrevista ao jornal espanhol AS, ele destacou que a Ferrari não conquista o campeonato de pilotos desde 2007, quando Kimi Räikkönen levou o título.
Para Montezemolo, a questão vai além da ausência de troféus. Ele desabafou sobre seu descontentamento como torcedor da escuderia, afirmando que o que mais o entristece é a incapacidade da equipe de sequer estar próxima da disputa pelo título. “Como fã da Ferrari, o que considero mais difícil de aceitar é que eles não estão mais lá, nem sequer perto disso”, declarou.
O ex-dirigente, que supervisionou a Ferrari durante a era de glória de Michael Schumacher, acredita que a equipe precisa de um líder forte para se reerguer. “Na F1, você precisa de uma organização perfeita e de um líder forte”, ressaltou. Ele recordou que, ao lado de Enzo Ferrari, viu Jean Todt surgir como uma figura essencial para o sucesso da equipe, e hoje nota uma carência nesse aspecto.
As observações de Montezemolo surgem em um momento delicado para Frederic Vasseur, atual chefe da Ferrari, cujo cargo tem sido alvo de especulações na Itália, especialmente após o desempenho da equipe em Monza. O jornalista italiano Giorgio Terruzzi comentou recentemente que Vasseur tem sido chamado de “Napoleão” dentro da escuderia, sugerindo que sua abordagem de gestão é vista por alguns como arrogante e pouco receptiva.
Enquanto a pressão aumenta sobre Vasseur, o nome de Christian Horner, atual chefe da Red Bull, também tem sido mencionado como uma possível alternativa para liderar a Ferrari no futuro.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



