O circuito de Madring, na Espanha, está sob intensa pressão para passar por modificações após a primeira corrida de Fórmula 1 local, que foi marcada pela falta de ultrapassagens. Pilotos, veículos de imprensa e autoridades espanholas expressaram descontentamento com o novo traçado, que não entregou a emoção esperada.
O jornal francês L’Equipe, em especial, criticou severamente o desempenho do circuito, que havia sido promovido como um traçado desafiador, mas que na prática resultou em uma corrida monótona. O brasileiro Gabriel Bortoleto resumiu sua experiência de forma contundente: “Eu quase dormi”.
O ministro dos Transportes da Espanha, Oscar Puente, também se manifestou sobre a questão, descrevendo o Grande Prêmio como um “desastre completo”. De acordo com ele, o principal problema reside no design do circuito, que dificulta as ultrapassagens. “É como Mônaco 2, mas mais rápido. Um trem de carros do início ao fim, com mudanças baseadas apenas na estratégia”, criticou.
As advertências sobre as dificuldades de ultrapassagem não vieram como uma surpresa. Antes da corrida, pilotos como Max Verstappen e Carlos Sainz já haviam alertado sobre as zonas de frenagem não convencionais do Madring, prevendo dificuldades para os pilotos. Sainz, que atua como embaixador do evento, mencionou que o circuito possui espaço para modificações e acredita que elas serão consideradas. “O único problema que temos é que não há um ponto de ultrapassagem”, destacou.
Por outro lado, Alex Albon apresentou uma visão mais otimista, afirmando que pequenas alterações poderiam resolver os problemas do traçado. “É divertido de pilotar, mas a corrida foi entediante”, observou o piloto.
Lando Norris, por sua vez, não hesitou em criticar o desenho do circuito, sugerindo a eliminação das curvas 18 e 19, que considera desnecessárias. “Deveriam ter mais uma reta até um hairpin”, propôs, questionando a lógica por trás do projeto.
George Russell pediu cautela em relação a possíveis alterações, ressaltando que o circuito tem características de um traçado semipermanente, o que limita as opções de modificação. “Não há muito que possa ser feito. É apertado, e há muitas restrições”, explicou.
Com as críticas se acumulando, a pressão sobre os organizadores do GP da Espanha só tende a aumentar, enquanto todos aguardam por possíveis mudanças que possam melhorar a experiência tanto para os pilotos quanto para os espectadores.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



