Lando Norris não escondeu sua decepção com o desempenho da McLaren nos treinos para o GP do Azerbaijão, classificando a situação como uma “faca no coração”. O piloto destacou que a equipe ainda está “muito longe” do ritmo dos líderes após os treinos de quinta-feira no circuito de Baku.
A McLaren enfrentou dificuldades logo no início do evento. Durante o primeiro treino livre (TL1), problemas no assoalho do carro MCL40 atualizado resultaram em perda de tempo na pista, enquanto os mecânicos buscavam uma solução.
No segundo treino livre (TL2), Norris e seu companheiro de equipe Oscar Piastri conseguiram retornar à pista com uma solução provisória utilizando abraçadeiras, mas ainda assim terminaram cerca de 1,5 segundo atrás de George Russell, que marcou o melhor tempo.
Após o TL2, Norris comentou sobre uma volta mais competitiva que precisou ser abortada nos minutos finais. Ele reconheceu que a posição da McLaren está em linha com o que esperava, mas ressaltou a significativa diferença de desempenho em relação aos concorrentes. “Estamos muito longe. Estamos na posição que esperávamos estar, mas a 1,5 segundo do ritmo. Isso é bem ruim”, declarou.
Quando questionado sobre a possibilidade de recuperar parte desse déficit durante a noite, Norris ficou incerto. Ele comentou que o comportamento do carro não parecia tão ruim, mas a diferença nos tempos era decepcionante. “Não faço ideia. Vamos ver o que podemos fazer. O carro não parecia tão ruim, então é apenas uma pequena faca no coração quando você vê o quanto está atrás”, lamentou.
Norris também foi indagado sobre sua confiança no carro, mas deixou claro que sua principal preocupação é o desempenho. “Eu realmente não me importo com o quanto estou confiante no carro. Só me importo com o ritmo, e nós não somos muito rápidos”, afirmou. Ele se mostrou disposto a se adaptar a quaisquer configurações que a equipe sugerir, contanto que o carro tenha velocidade suficiente para competir.
Rob Marshall, diretor técnico da McLaren, também abordou a situação após o TL2. Ele explicou que a equipe trouxe várias atualizações para o carro, incluindo modificações no assoalho e na suspensão traseira. Marshall destacou a necessidade de entender como otimizar o novo pacote. “Colocamos muitas peças novas no carro. O comportamento aerodinâmico do MCL40 correspondeu ao que esperávamos, mas ainda precisamos ajustar o desempenho”, disse.
Sobre o problema no TL1, Marshall explicou que a equipe detectou uma rachadura em uma peça e decidiu usar abraçadeiras como medida temporária. Ele enfatizou que questões como essa são comuns no trabalho com protótipos de Fórmula 1. “Identificamos uma rachadura em uma peça e usamos as abraçadeiras para evitar que o problema se agravasse enquanto buscávamos uma solução definitiva”, concluiu.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



