Lando Norris definiu a tomada de tempos para o Grande Prêmio de Mônaco, realizada no sábado anterior (10 de junho de 2026), como a “classificação mais pura do ano”. O piloto da McLaren elogiou o fato de, pela primeira vez na atual temporada da Fórmula 1, não ter precisado se preocupar com estratégias de economia de energia.
Nas demais etapas de 2026, competidores recorrem a procedimentos como lift-and-coast, gerenciamento de carga da bateria e controle de super clipping para equilibrar desempenho e consumo. No traçado de baixa velocidade do Principado, essas limitações deixaram de influenciar o rendimento, permitindo voltas em ritmo máximo do início ao fim.
Segundo Norris, a ausência de longas retas reduziu drasticamente a demanda energética. Dessa maneira, os carros cruzavam o túnel e as curvas estreitas com potência total disponível durante toda a sessão, condição raramente vista desde a adoção do novo regulamento de unidades de potência.
Mesmo largando apenas da oitava posição, o britânico valorizou a oportunidade de pilotar sem restrições. “Foi bom ter uma volta em que você só pensa em chegar o mais perto possível dos muros”, afirmou. Ele acrescentou que, embora ainda existam cuidados com turbocompressor e outros sistemas, a volta em Mônaco concentrou-se essencialmente em extrair o melhor tempo.
Para o piloto, a experiência reforça a reputação de Mônaco como palco da qualificação mais exigente — e, na visão dele, mais autêntica — do calendário.
Com informações de Autoracing



