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Ocon aprova maior participação do motor a combustão e sonha com retorno dos V8 na Fórmula 1

A Fórmula 1 confirmou em 10 de abril a adoção progressiva de uma nova divisão de potência nas unidades motrizes, elevando a fatia do motor a combustão para 60% e reduzindo a parte elétrica a 40%. A mudança, que começa a ser aplicada na próxima temporada e será concluída em 2028, recebeu o aval de Esteban Ocon.

O piloto da Haas declarou ao Motorsport Week que a decisão era “necessária”. “Acho bom que a F1 e a FIA tenham ouvido os pilotos para tentar dar mais potência ao motor de combustão. Isso é positivo”, afirmou.

Apesar do apoio, o francês sugeriu que a participação do motor térmico poderia ser ainda maior. “Talvez não seja o bastante. Precisamos de uma divisão maior para o motor de combustão, na minha opinião, mas este é o melhor que podemos fazer na situação atual. Não dá para descartar todo o desenvolvimento das fabricantes; seria um desperdício. A direção é correta e este é o melhor resultado possível”, avaliou.

V8 aspirado como objetivo ideal

Na categoria desde 2017 e sem experiência fora da era dos V6 híbridos, Ocon integrou o grupo de pilotos que defendem um eventual retorno dos motores V8 aspirados. “Meu cenário ideal, como entusiasta de carros, é colocar na categoria um motor aspirado de alta rotação, como tivemos no passado”, disse. “Tínhamos um V8 de 3 litros — na época era 2,4 — mas algo com som fantástico, que tem alma, e combinar isso com uns 150 cavalos de potência híbrida. Motor aspirado com um pouco de híbrido já mostrou que funciona muito bem em alguns carros de rua.”

Para o francês, essa combinação deve ser considerada após o atual ciclo regulatório. “Sem dúvida, esse é o futuro, e é para onde eles vão migrar após este ciclo. Posso colocar a mão no fogo por isso!”, concluiu.

Com informações de F1Mania

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