A Red Bull Racing vive um momento de atenção fora das pistas. A equipe de Milton Keynes foi advertida pelo ex-piloto e comentarista Karun Chandhok sobre a saída sucessiva de integrantes-chave, movimento que pode comprometer a estrutura técnica caso não seja contido.
O alerta ganhou força após a confirmação de que Gianpiero “GP” Lambiase deixará o time até 2028 para assumir o cargo de diretor esportivo na McLaren, onde responderá a Andrea Stella. Lambiase é engenheiro de corrida de Max Verstappen e mantém relação próxima com o tricampeão mundial, o que torna a perda ainda mais sensível.
Perdas recentes ampliam preocupação
Nos últimos anos, o quadro da Red Bull já sofreu baixas de peso, entre elas Rob Marshall, Will Courtenay, Adrian Newey e Jonathan Wheatley. A lista ainda inclui a demissão do ex-chefe Christian Horner e a saída do ex-consultor Helmut Marko, intensificando a percepção de “fuga de cérebros”.
Chandhok vê mudança cultural
Em declarações recentes, Chandhok afirmou que, embora a equipe tenha conquistado seis das nove últimas provas da temporada anterior e mantido um carro competitivo para 2025, o sucesso na pista não tem sido suficiente para segurar talentos. “Claramente, as pessoas precisam de mais do que vitórias”, observou.
O indiano aponta uma alteração interna de cultura organizacional como possível motivo para os desligamentos e defende ação imediata de Laurent Mekies, novo chefe da escuderia, juntamente com a direção sediada na Áustria.
Risco de efeito dominó
Para Chandhok, a mudança de Lambiase pode desencadear novas perdas. “Pessoas boas atraem outras pessoas boas. Quanto tempo levará até GP começar a ligar para engenheiros e convidá-los para Woking?”, questionou, lembrando precedentes de profissionais como Adrian Newey e Ross Brawn, que historicamente levaram colegas em suas transferências.
O comentarista acredita que a Red Bull deve reagir contratando um nome de grande peso no paddock, capaz de não apenas contribuir tecnicamente, mas também atrair outros especialistas, possivelmente entre profissionais hoje vinculados à Mercedes.
Resta à equipe energética encontrar uma solução para estancar o êxodo e preservar a competitividade conquistada nos últimos campeonatos.
Com informações de F1Mania



