Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing, afirmou que a proibição de novas atualizações no motor da equipe sob o sistema ADUO representa um “grande risco” para o desempenho da escuderia nesta e na próxima temporada da Fórmula 1.
A restrição foi imposta depois que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) concluiu, a partir dos dados das primeiras etapas de 2024, que a unidade de potência da Red Bull é a mais competitiva do grid. Criado este ano, o ADUO (sigla em inglês para Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) busca impedir que um único fabricante mantenha vantagem prolongada após mudanças regulatórias.
Segundo Mekies, a decisão surpreendeu a equipe e ainda está sendo revisada pela entidade. “Há um grande risco para a Red Bull”, disse o dirigente, ressaltando a necessidade de um parecer definitivo que leve em conta o panorama completo. Ele destacou que o ADUO analisa apenas o motor de combustão interna, o que pode permitir a outras montadoras aprimorar componentes como turbo, MGU-H e MGU-K.
O chefe da equipe relatou conversas contínuas com a FIA. “Estamos trocando o máximo de dados possível para garantir que tenham o quadro correto e completo”, afirmou. Para Mekies, o resultado da revisão terá impacto direto tanto no campeonato em curso quanto no planejamento do próximo ano.
No momento, não há indicativo de alteração na decisão inicial, mas a Red Bull segue trabalhando para esclarecer o caso. “Para o esporte, é fundamental que acertemos isso; para nós, a diferença entre os lados da cerca será enorme”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



