Nico Rosberg, campeão mundial de Fórmula 1 em 2016, manifestou sua opinião sobre o incidente envolvendo Lewis Hamilton e Charles Leclerc durante o GP da Itália, afirmando que o piloto monegasco foi totalmente responsável pelo quase choque entre os dois.
Os pilotos da Ferrari, Leclerc e Hamilton, partiram lado a lado na segunda fila do grid e logo na primeira chicane de Monza iniciaram uma intensa disputa pela terceira colocação. Hamilton tentou uma manobra agressiva por dentro antes da freada, enquanto Leclerc mantinha a posição por fora. Isso resultou em Hamilton sendo forçado para fora da pista, o que complicou seu início de corrida.
Pior ainda foi a situação para Leclerc, que, na segunda volta, perdeu o controle do carro na Parabolica e sofreu um acidente significativo.
A análise de Martin Brundle, ex-piloto e comentarista da Sky Sports F1, divergiu da de Rosberg. Brundle argumentou que Leclerc estava suficientemente à frente na curva e que a manobra de Hamilton, apesar de agressiva, era aceitável. Ele ressaltou que Leclerc deveria ter deixado mais espaço, mas reconheceu que os pneus ainda não estavam nas condições ideais na primeira volta.
Rosberg, por sua vez, foi incisivo em sua crítica, afirmando que a culpa do incidente era “100% de Leclerc”. Ele explicou que, segundo as regras, o piloto que se encontra por dentro deve ceder espaço se o adversário estiver à frente na aproximação do apex. Rosberg enfatizou que essa diretriz é clara no regulamento e que não há margem para discussão sobre a responsabilidade do monegasco.
Brundle, mantendo sua posição, provocou uma leve troca de provocações com Rosberg, que reafirmou sua visão com humor: “De jeito nenhum! Martin, eu achava que você normalmente sabia do que estava falando!”
Embora Rosberg tenha insistido na culpa de Leclerc, ele também admitiu que Hamilton foi excessivamente agressivo na manobra, reconhecendo que isso contribuiu para a situação.
O debate entre os dois comentaristas reflete a complexidade e as nuances das disputas na Fórmula 1, onde cada detalhe pode ser crucial para a interpretação dos incidentes na pista.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



