George Russell saiu em defesa das regras técnicas que entrarão em vigor na Fórmula 1 em 2026. O britânico da Mercedes afirmou que as avaliações negativas feitas após os testes de pré-temporada em Barcelona e no Bahrein aconteceram “cedo demais” e que a categoria já demonstra evolução consistente.
O novo regulamento determina divisão igual de potência entre o motor a combustão e o sistema elétrico. A mudança recebeu comentários duros no paddock: Max Verstappen classificou a proposta como “anti-corrida” e “Fórmula E com esteróides”, enquanto Fernando Alonso disse que a influência do piloto seria reduzida.
Para Russell, porém, os números apontam um cenário diferente. “Os carros não estão tão distantes dos tempos marcados há 12 meses”, observou, lembrando que o antigo conjunto de regras já estava no quarto ano de uso. O piloto também destacou que o segundo período de treinos, em Sakhir, foi “muito mais tranquilo” para todas as equipes.
Ao comentar o processo de adaptação, o inglês ressaltou a curva de aprendizado típica de um ciclo técnico inédito. “A taxa de melhoria é muito acentuada nos primeiros dias”, explicou, acrescentando que o progresso visto entre os dois testes confirma essa tendência.
Repercussão no grid
Oscar Piastri, da McLaren, também demonstrou preocupação inicial, sobretudo pelo maior uso do lift-and-coast (aliviar o acelerador nas entradas de curva) para recarregar a bateria. Depois de conversar com Russell, o australiano admitiu que a compreensão do pacote 2026 avançou e que o desempenho começa a surgir de forma mais natural.
Com opiniões ainda divididas, o debate sobre as novas regras segue aberto, mas a sensação de parte dos pilotos é de que a etapa de adaptação tem ocorrido mais rápido do que se pensava.
Com informações de Autoracing



