George Russell, piloto da Mercedes, solicitou à FIA que reavalie como os sistemas de resfriamento dos pilotos são contabilizados dentro do teto de gastos da Fórmula 1. A equipe optou por não desenvolver uma versão confiável do colete de resfriamento para o Grande Prêmio do Bahrain, que será realizado em Sepang, na Malásia.
Russell e seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, participarão da corrida sem o equipamento, que utiliza líquido refrigerado circulando por tubos sob o macacão dos pilotos. A FIA classificou o fim de semana como um evento de risco devido ao calor, mas o uso do colete permanece opcional. “Nós não vamos usar o colete de resfriamento porque não investimos os recursos necessários para torná-lo robusto o suficiente”, comentou Russell ao jornal The Times.
A Mercedes teve que decidir entre alocar parte de seu orçamento para o desenvolvimento do sistema de resfriamento ou focar no desempenho do novo carro, o W17. Russell afirmou que os pilotos aceitaram a priorização do carro, mas admitiu que preferiria ter o colete tanto na Malásia quanto na corrida seguinte em Singapura, dadas as altas temperaturas e a umidade da região.
Ainda que a FIA tenha declarado o evento como arriscado devido ao calor, a ausência do colete implica em penalizações. Cada carro deve carregar o sistema de resfriamento ou um peso equivalente, e os pilotos que não usarem o colete enfrentam um acréscimo de peso no cockpit.
A questão da Mercedes não está relacionada ao conceito do colete, mas sim à sua confiabilidade. A equipe concluiu que não conseguiria garantir a manutenção da temperatura do líquido durante toda a corrida em Sepang, o que comprometeria a eficácia do equipamento. Russell acredita que dispositivos de segurança não deveriam competir com atualizações de desempenho dentro do teto de gastos. Ele sugeriu que esses investimentos fossem excluídos do teto ou que um sistema padronizado fosse adotado por um fornecedor externo. “Nós deveríamos estar todos usando isso”, afirmou.
A discussão sobre o resfriamento dos pilotos ganhou força após o GP do Catar de 2023, onde o calor extremo levou vários competidores ao limite físico. Russell, que já enfrentou dificuldades em condições severas, destacou que a combinação de calor e umidade em Sepang será um desafio adicional para a corrida.
No entanto, a ausência do colete poderá não apenas ser uma questão de conforto, mas também aumentar a dificuldade física dos pilotos ao longo da prova. Enquanto isso, Mercedes, Russell e Antonelli enfrentarão o GP do Bahrain sem a proteção do colete de resfriamento.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



