George Russell e Max Verstappen, dois dos principais pilotos da Fórmula 1, voltaram a se enfrentar em uma nova controvérsia. O tema da vez são os coletes de resfriamento, com Russell defendendo seu uso e Verstappen mantendo uma postura contrária.
Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira, o piloto britânico da Mercedes ressaltou as vantagens que o equipamento pode oferecer aos competidores, especialmente em condições climáticas adversas. Ele sugeriu que os coletes deveriam ser utilizados em quase todas as corridas, exceto em locais com temperaturas muito baixas, como Las Vegas.
“Eu usaria em todas as corridas, exceto, sabe, em lugares como Las Vegas e pistas muito frias. Definitivamente vejo benefícios nisso. Eu realmente gosto, sim”, afirmou Russell.
O piloto também destacou a importância de um esforço conjunto entre as equipes e a FIA para aprimorar a implementação dos coletes. Russell corrigiu uma informação anterior sobre o teto de gastos, esclarecendo que, apesar de o equipamento não contar no limite orçamentário, ainda é necessário dedicar recursos humanos para seu desenvolvimento.
“Acho que, coletivamente, as equipes e a FIA precisam encontrar uma maneira de fazer isso funcionar”, disse ele. “Aquela informação estava incorreta. O item é excluído do teto de gastos, mas ainda precisamos de pessoas para projetar o equipamento.”
Russell acredita que o compartilhamento de soluções entre equipes poderia acelerar a adoção dos coletes. Ele mencionou que alguns pilotos já estão satisfeitos com seus sistemas e que é possível aprender com as experiências alheias. “É tudo de código aberto. Conversei com outros pilotos que dizem que seus sistemas funcionam muito bem, então não há impedimento; basta copiar e colar o que outra pessoa já tem”, explicou.
Por outro lado, Verstappen já expressou em diversas ocasiões sua aversão ao uso dos coletes de resfriamento, o que demonstra uma clara divisão de opiniões entre os dois pilotos sobre a eficácia do equipamento. Apesar da divergência, os pilotos têm a opção de não utilizá-los, embora aqueles que optam por não usar precisam carregar um lastro equivalente quando as regras de calor exigem compensação.
Essa discussão ganha ainda mais relevância em eventos como o GP de Singapura, onde o calor e a umidade representam um desafio significativo, mesmo durante a corrida noturna.
Fonte: Autoracing Fórmula 1.



