Guenther Steiner elogiou a atuação de Toto Wolff durante o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1, onde George Russell e Kimi Antonelli travaram um duelo direto pela liderança. Para o ex-chefe da Haas, o dirigente da Mercedes foi “a estrela do fim de semana” ao permitir que seus dois pilotos competissem sem ordens de equipe.
A disputa marcou a etapa de Montreal e elevou a tensão na briga interna da escuderia pelo título. Antonelli cruzou a linha de chegada em primeiro lugar e ampliou sua vantagem para 43 pontos sobre Russell, que abandonou a prova devido a falha na unidade de potência enquanto lutava rodas a rodas com o companheiro.
Reconhecimento de Steiner
Em participação no podcast Red Flags, Steiner afirmou que a Mercedes poderia ter controlado a situação via rádio, mas preferiu deixar a corrida seguir seu curso natural. “Wolff deixou os dois disputarem. Não interferiu”, comentou. Entre risos, acrescentou que o “verdadeiro rockstar” poderia ser quem teve de “limpar as calças de Toto” depois da tensão em pista, mas reforçou que o chefe merecia crédito por tornar a prova mais emocionante.
Sprint já havia acendido o alerta
O clima dentro da equipe prateada ficou tenso desde a Sprint de sábado. Logo na curva 1, Russell e Antonelli se tocaram, obrigando o italiano a cortar caminho. Irritado, Antonelli classificou a manobra do colega como passível de punição e protestou repetidamente no rádio.
Peter Bonnington, engenheiro de corrida de Antonelli, pediu que o jovem se concentrasse na prova, mas a resposta foi de indiferença. Nesse momento, Wolff interveio: “Kimi, concentre-se em pilotar, não em reclamar”, orientou. Mais tarde, após nova reclamação do italiano — “Se é assim que teremos de correr, preciso saber” —, o chefe da Mercedes foi direto: “Não é hora para esse tipo de discussão, vamos resolver internamente.”
Expectativa para as próximas etapas
Steiner acredita que os confrontos entre Russell e Antonelli devem continuar nas corridas seguintes e avaliou que a intensidade entre os dois supera o que tem sido visto em outras parcerias do grid, como na McLaren. “Eles correm como se estivessem em equipes diferentes, não na mesma. É impressionante”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



