O chefe da McLaren, Andrea Stella, afirmou que a Fórmula 1 impõe uma “maldição” às equipes campeãs, obrigando-as a olhar constantemente para o futuro e a evitar qualquer acomodação. A declaração foi feita neste domingo, 12 de julho de 2026, durante entrevista à transmissão oficial do Festival de Velocidade de Goodwood.
Da lanterna ao topo em dois anos
Segundo Stella, a escuderia de Woking percorreu um caminho expressivo desde o início de 2023, quando figurava entre as últimas colocadas do grid. Ao término de 2025, a equipe somava dois títulos consecutivos de Construtores, enquanto Lando Norris conquistava o Mundial de Pilotos.
Novo regulamento, novos problemas
Com a introdução das regras de unidades de potência para 2026, a McLaren perdeu rendimento. Nas nove primeiras etapas da atual temporada, ficou atrás da Mercedes e, em várias corridas, também foi superada pela Ferrari. A diferença para a líder Mercedes no Mundial de Construtores já alcança 154 pontos, e a equipe ainda não venceu nenhuma prova neste ano.
Foco total na recuperação
Stella explicou que todo o esforço interno está direcionado a retomar a competitividade “o mais rápido possível”. Apesar de valorizar o passado recente, ele ressaltou que a exigência permanente por resultados faz parte da essência da categoria.
“Foi uma conquista enorme. Ficamos muito felizes por nós e pelos torcedores da McLaren, mas existe essa pequena maldição na Fórmula 1: estamos sempre olhando para o futuro”, declarou. O dirigente acrescentou que o objetivo é voltar em breve à disputa por vitórias e pelo campeonato com Lando Norris e Oscar Piastri.
Com informações de Autoracing



