A Fórmula 1 se prepara para visitar uma nova adição ao seu calendário em menos de duas semanas: o circuito de rua de Madri, conhecido como Madring, que passará a sediar o GP da Espanha, substituindo Barcelona. Com 5.416 metros de extensão, o traçado combina trechos de pista permanente e de rua, apresentando 22 curvas que variam entre baixas, médias e altas velocidades, com um tempo de volta projetado de 1min34s. Um dos destaques da pista é a curva La Monumental, a maior curva inclinada da atualidade na F1.
Enquanto os fãs aguardam ansiosamente pela estreia do novo circuito, a equipe da F1 precisa ficar atenta aos riscos associados ao Madring, especialmente após os testes realizados recentemente. Esta semana, os carros da Fórmula 3 realizaram uma sessão de testes não oficial, que acabou revelando resultados preocupantes. Antes desses testes, o único carro a ter utilizado o circuito foi uma Ferrari, que fez um dia de filmagem em junho, mas com o traçado ainda em fase de finalização. Naquela ocasião, a Ferrari acabou compartilhando dados de telemetria, o que apaziguou qualquer polêmica que pudesse ter surgido.
Nos dois dias de testes da F3, um total impressionante de dez pilotos colidiu contra os muros do circuito, resultando em 19 bandeiras vermelhas ao longo das sessões. No primeiro dia, os pilotos Christian Ho, Fefo Barrichello, Jin Nakamura, Maciej Gladysz e Freddie Slater se acidentaram. No segundo dia, outros pilotos como Michael Shin, Hiyu Yamakoshi, Mattia Colnaghi, Nicola Lacorte e Kanato Le também enfrentaram problemas, com Fefo causando uma nova bandeira vermelha que encerrou a sessão da tarde.
A curva 17, conhecida como La Monumental, se destacou como o principal ponto de dificuldade, com dois acidentes ocorrendo nesse local. Esta curva é seguida por uma série de curvas de 90 graus que levam à reta principal, e possui uma área de escape limitada, indicando que os pilotos não podem se arriscar muito nessa parte do circuito. Outro trecho preocupante é a sequência de curvas 5 e 6, onde os pilotos enfrentam um forte ponto de frenagem após um trecho de alta velocidade, e as zebras agressivas nesse ponto lembram uma chicane que foi removida em Singapura. Muitos acreditam que o maior risco nesta seção ocorre durante as classificações, quando os pilotos tentam obter os melhores tempos.
Logo após, a curva 7 oferece um desafio adicional, pois os pilotos entram nessa curva sem uma visão clara da saída, resultando em três acidentes durante os testes. Outras curvas que também registraram acidentes foram as 3, 10, 11 e 14, mas as circunstâncias dessas colisões ainda são desconhecidas.
Além dos riscos apresentados pelos muros do circuito, os pilotos da F1, F2 e F3 terão que lidar com a baixa aderência do traçado em sua primeira visita ao Madring. Em uma pista que já se mostra desafiadora, as sessões iniciais provavelmente apresentarão um traçado muito ‘verde’, dificultando para os pilotos encontrarem a temperatura ideal dos pneus e a melhor linha de corrida.
Portanto, fica evidente que o novo circuito de Madri exige uma atenção redobrada, pois os testes da F3 indicam que a segurança é uma preocupação que não pode ser ignorada antes da chegada da Fórmula 1.
Fonte: Motor Sport UOL.



